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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Tempo é ternura.

Viver tem sido adiantar o serviço do dia seguinte. No domingo, já estamos na segunda, na terça já estamos na quarta e sempre um dia a mais do dia que deveríamos viver. Pelo excesso de antecedência, vamos morrer um mês antes.
Tempo é ternura.
Perder tempo é a maior demonstração de afeto. A maior gentileza. Sair daquele aproveitamento máximo de tarefas.
O tempo sempre foi algoz dos relacionamentos. Convencionou-se explicar que a paixão é biológica, dura apenas dois anos e o resto da convivência é comodismo.
Não é verdade, amor não é intensidade que se extravia na duração.
Acima da obsessão de controlar a rotina e os próximos passos, improvisar para permanecer ao lado da esposa. Interromper o que precisamos para despertar novas necessidades.
Intensidade é paciência, é capricho, é não abandonar algo porque não funcionou. É começar a cuidar justamente porque não funcionou.
Casais há mais de três décadas juntos perderam tempo. Criaram mais chances do que os demais. Superaram preconceitos. Perdoaram medos. Dobraram o orgulho ao longo das brigas. Dormiram antes de tomar uma decisão.
Cederam o que tinham de mais precioso: a chance de outras vidas. Dar uma vida a alguém será sempre maior do que qualquer vida imaginada.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Porque eu sou do tipo que se entrega fácil, aos risos, abraços, amassos, amigos. Eu tenho fé em tanta coisa, e uma alma gigante que não cabe direito no corpo. E esse coração que não sabe sossegar. Eu me apaixono por tão pouco. Coisa simples sabe? Caminhadas improvisadas. Vento de fim de tarde. Nasci com pés de gente viajante, e não me importo de ir a pé. Programa bom pra mim é mochila nas costas e estrada desconhecia. Amores ao acaso, adoráveis. Inesquecíveis. Chorar é inevitável, eu sei. Mas aprendi a jogar no vento do tempo tudo quanto é solidão e tristeza. No coração só guardo espaço pras coisas lindas e findas que virão.


Daqui ó

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Eu vou me acumulando, me acumulando, me acumulando – até que não caibo em mim e estouro em palavras .

terça-feira, 15 de novembro de 2011

"Entre outras coisas, você vai descobrir que não é a primeira pessoa a ficar confusa e assustada, e até enjoada, pelo comportamento humano. Você não está de maneira nenhuma sozinho nesse terreno..."

Livro: O apanhador no campo de centeio - J. D. Salinger

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

"Não há lugar para onde correr: as mudanças, quando precisam acontecer, sabem como nos encontrar."
“- E as brigas?
- A gente reconcilia.
- E o ciúme?
- A gente cura.
- E as lágrimas?
- A gente cuida.
- E a distância?
- A gente junta.”

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Rótulos são dispensáveis e sentimentos inclassificáveis.


Sorrir com os olhos, falar pelos cotovelos, meter os pés pelas mãos. Em mim, a anatomia não faz o menor sentido. Sou do tipo que lê um toque, que observa com o coração e caminha com os pés da imaginação. Multiplico meus cinco sentidos por milhares e me proponho a descobrir todos os dias novas formas de sentir. Quero o cheiro da felicidade, o gosto da saudade, o olhar do novo, a voz da razão e o toque da ternura. Luto contra o óbvio, porque sei que dentro de mim há um infinito de possibilidades e embora sentimentos ruins também transitem por aqui, sei que devo conduzi-los com a força do pensamento até a porta de saída. Decidi não delegar função para cada coisa que eu quero. Nem definir o lugar adequado para tudo de bom que eu sinto. Nossos sentimentos são seres vivos e decidem sem nos consultar. A prova de que na vida, rótulos são dispensáveis e sentimentos inclassificáveis.

Fernanda Gaona

domingo, 16 de outubro de 2011

Me perdi no tempo, me encontrei e mim.


Esqueci a tal exatidão. Dar nome aos bois, colocar os pingos nos “is”, bater de frente. Tirei férias disso tudo. Se algum desaforo bater à minha porta, não atendo. Canto ciranda, enfeito minhas tranças, converso com a esperança. Perdi minha mala carregada de ressentimentos na estrada do sossego. Mudei a rota, arranquei as portas que aprisionavam meu sorriso. Me perdi do tempo. Me encontrei em mim.
.Renata Fagundes
Adoro teus beijos, roubados, calientes, ternos. Adoro tuas mãos, álias preciso delas, preciso que elas me toquem e descubram em mim todos os caminhos que eu jamais encontraria sozinha. Gosto de tudo que existe em você.

terça-feira, 6 de setembro de 2011


‎"- Você era mais forte.

- Eu era “mais” tantas coisas.
- Deixou de ser?
- Cansei de ser."

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

''Demorei muito para acreditar na mais louca e cruel verdade: quem gosta de você vai te tratar bem. Quem gosta de você se importa, quer o melhor, te procura, te liga, te dá satisfação. Quem gosta quer estar junto. Quem gosta demonstra. Quem gosta faz planos. Quem gosta apresenta para a família e amigos. Quem gosta manda uma mensagem bobinha só pra dizer que ama. Quem gosta carrega uma foto sua pra ver quando dá saudade. Quem gosta abraça na hora de dormir. Quem gosta dá um beijo de boa noite e de bom dia. Quem gosta aguenta suas reclamações, sua cólica infernal, suas manhas e manias.
Me desculpa, mas não existe medo que seja maior que um sentimento. Não existe timidez que seja mais forte que uma declaração de amor. Não existe distância que deixe uma relação morrer se as duas pessoas querem ficar coladinhas. Não existe estou-dividido-entre-ela-e-você. Quem gosta pode se perder, mas sempre vai saber pra onde quer voltar."

Clarissa Corrêa

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

"Ela não pensava noutra coisa o dia inteiro. Só no amor que sentia."

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

"Não existe isso de "estou sem tempo". Temos tempo todos os minutos, todos os dias para o que quer que seja. Temos tempo para aquilo que a gente prioriza. A verdade é bem essa."

sábado, 13 de agosto de 2011


As vezes eu desapareço,depois apareço onde eu deveria não ter saido nunca. De ti.
Me salva em você, me salva no seu celular, coração, computador.
Porque as vezes eu tenho a impressão que sou mais sua do que minha.
Isso tem acontecido muitas vezes, muitos dias, muitos meses.
E tenho me sentido muito bem assim.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

"Gosto quando você me explica. Qualquer coisa. Você fala com calma, mesmo quando não agüenta mais. Tentando me provar, por A + B, que é o dono da razão e eu, uma louca inconseqüente."

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Me equilibro na ponta dos pés à beira do poço, me sustento suspenso, me reafirmo, me faço firme, me contabilizo, eu me rezo, e apesar dos apesares cuido de mim. Muito. Principalmente para manter trabalhando essa força que eu gasto para me suportar, suportar os outros, e suspirar os meus-ideais-falidos-tão-lindos.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

não cabia em si

"Porque não cabia em si, pelo tanto que suspirava. Abria as asas e saía a voar por aí, em busca do ar que lhe faltava..."


Paulo Mujica
Eu quis muito mandar na vida. Agora, nem chego a ser mandada por ela. 

ai de ti se mais alguém souber.

‎'Tem princípios iguais os da mãe. Mas se acha careta, às vezes. Não cede, mesmo só. Adora sexo, embora não faça com a mesma frequência do desejo. Sente raiva por ser secretamente boba, romântica e demodê. Se derrete mais rápido que o sorvete napolitano na xícara de sopão quando a mocinha diz "você me fez acordar com um sorrisão no meu rosto". Chora na frente de ninguém, ai de ti se mais alguém souber. '

domingo, 26 de junho de 2011

Eu te escolhi.

'Dessa vez tudo foi diferente, dessa vez não era tão simples assim, dessa vez havia um diferencial tão complexo: você me escolheu também.'