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quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Mais ou menos é a pior coisa que existe.
"Te ver mais ou menos realmente me incomoda. Mais ou menos não rende papo, não faz inverno nem verão, não exige uma longa explicação. É melhor estar alegre ou estar triste, mais ou menos é a pior coisa que existe." (Gabito Nunes)
quinta-feira, 21 de julho de 2011
E daí, de que valeria o arrependimento e a honestidade se morrêssemos amanhã? Quem daria bola para as cenas que ela faz nessa uma hora cheia, se acaso saindo daqui aturdida, um ônibus pode muito bem derrubá-la no asfalto. Todos nós seremos enterrados com todos nossos erros e apegos e nada que se passar por aqui servirá de epitáfio. Ninguém vai saber, ninguém vai lembrar, porque só lembra quem sente, quem sabe.
Trecho do texto “Me odeia e faz cena” - Gabito Nunes
segunda-feira, 4 de julho de 2011
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Mas e se, no meio do caminho, você descobrir em mim uma chata? E se o passado ficar rondando nós dois? E se depois você se arrepender? E eu tiver crises abstêmicas no meio da semana e te ligar em rompantes de insegurança? E se eu não suportar a pressão? E se eu confundir o real e o imaginário? E se não conseguir separar uma coisa da outra? E se você enjoar de mim? E mais um pouco dos seus 1.451 "e se...".
quinta-feira, 31 de março de 2011
Então, meu amor, estendo minha mão, morrendo de medo igualmente, sem levar nada tão a sério, ignorando toda vã filosofia de explicar sensações. Estou aqui no chão por você. Desci, pra mais tarde te acompanhar na subida. Venha preencher e pintar minha vida de caos, de dilatação, equações, sorte e até algumas mágoas. Mas não há de ser agora. Bem sei que jamais guardo um nome, mas no seu caso, fatalmente, conseguirei abrir uma exceção.
quinta-feira, 17 de março de 2011
te beber inteiro sem receio de me afogar outra vez.
Talvez seja só uma dívida com meu ego mimado, mas eu sinto tesão. Eu quero agora. Se não for por reconciliação, que seja de despedida. Você me vê com um "sim" em cada olho, mas não oculta uma certa tristeza. E faz uma cara como dizendo que desse jeito não vai dar. Mas eu quero muito, então faço uma cara de não se preocupe, deixa que eu dou, do meu jeito. Você bem lembra. Olha eu aqui outra vez. Ninguém muda tanto assim.
Talvez seja só uma dívida com meu ego mimado, mas eu sinto tesão. Eu quero agora. Se não for por reconciliação, que seja de despedida. Você me vê com um "sim" em cada olho, mas não oculta uma certa tristeza. E faz uma cara como dizendo que desse jeito não vai dar. Mas eu quero muito, então faço uma cara de não se preocupe, deixa que eu dou, do meu jeito. Você bem lembra. Olha eu aqui outra vez. Ninguém muda tanto assim.
terça-feira, 15 de março de 2011
O cigarro deixa um gosto incômodo na minha boca. Mas não vou negar, vale a tentativa, me deu prazer, foi bom pra mim. Sempre é. Mas depois o gosto incômodo. O sabor cinza que fica até o sol dissuadir a noite me fazendo lembrar deveres e horários. (...) lá fora cansei das pessoas trocarem ideias, mentiras, vantagens, idiossincrasias. Não importa o quanto me fazem rir e sentir um pouco mais distante da morbidez. Vocês sempre terminam me magoando quando servem-se de metade, só um pedacinho de mim. O eterno gosto incômodo de cinza na boca.(...)
hoje caminho por aí buscando romper com meus passados, como um assassino de memórias em série. Em cima do muro não me sinto encurralado e não preciso encontrar saídas de sobrevida.
hoje caminho por aí buscando romper com meus passados, como um assassino de memórias em série. Em cima do muro não me sinto encurralado e não preciso encontrar saídas de sobrevida.
Gabito Nunes
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