domingo, 16 de janeiro de 2011



"Em cada coisa pequena existe um anjo."

(Bernanos)


Estranho esse jeito de gostar de quem não tá nem aí pra gente. De quem não se importa como foi seu dia, como você está, se você sentiu a falta do outro. Mas mais estranho ainda é esse jeito do "outro" de não se importar com nada, de não se envolver com nada, de viver ao acaso.


Eu mereço mais.


Fiquei pensando em quantas vezes eu mudei de expressão, quantas vezes precisava de lágrimas para aliviar, mas me vieram sorrisos para fingir estar tudo bem, para eu mesma acreditar que sim, estava. Quantas vezes era coração mas eu ficava repetindo o mantra de quem se faz de moderna, de quem se perdeu no caminho e acabou se contentado com as coisas que achou pela estrada. A minha estrada tão tumultuada, tanto trânsito, tanto sol do meio dia, com tantas desilusões e tantas vontades que ficavam lá no final dela, esperando eu conseguir chegar.


Meu maior medo é perder a curiosidade da solidão. Ficar com alguém para disfarçar a espera, esquecendo do egoísmo de prender esse alguém de uma nova chance. Meu maior medo é ser reconhecido por aquilo que poderia ser.

sábado, 8 de janeiro de 2011



Sobram tantas meias-verdades
Que guardo pra mim mesmo;
Sobram tantos medos
Que nem me protejo mais...
Sobra tanto espaço
Dentro do abraço

Falta tanta coisa pra dizer
Que nunca consigo ♪


Mas ela dorme sozinha e tem um vazio no peito que ninguém tem vontade de ocupar. A Menina tem um coração pesado que ninguém quer carregar.(...)
Quem olha de longe não percebe e quem não se aproximar nunca vai saber: a Menina gosta livros e Jazz, queria saber dançar.
E, acima de tudo, está cansada de tanto assustar e afastar as pessoas, cansada de esperar vidas se resolverem por uma promessa de futuro e ficar pra trás mais uma vez.

Quem vai cuidar da Menina triste? Quem vai levar de prêmio seu amor? Quem tem coragem de assumir o desafio e o coração pesado? Apostem suas moedas, esperem o próximo capítulo. Enquanto isso, a Menina também espera, e esperar dói.

"Sozinha agora estou de novo.." (Isabella Taviani ♪)


Eu imaginei que voltando pra casa me sentiria mais feliz, ou melhor, sentiria que finalmente estaria no meu "lar", mas percebi que não importa onde eu esteja, vou continuar carregando esse vazio enorme que ninguém pode preencher. Lembro que um dia eu não tinha um coração tão machucado, eu já fui muito feliz.(como se eu soubesse realmente o que é a felicidade né?). Pensando bem, eu nunca amei e fui amada, sempre sofri demasiadamente por quem não retribuia o que eu sentia, meu coração de tão surrado,  não tem mais esperanças de encontrar abrigo. Me acostumei a ser sozinha, a voltar pra casa sozinha, de ME SENTIR SOZINHA.
Parece uma sina, ser magoada por que eu amo. Nunca me achei alguém perfeita, mas sou a pessoa que daria o mundo pra ver alguém feliz, pra fazer alguém feliz, não parece contraditório?