quarta-feira, 8 de junho de 2011
Insegurança
Minha maior tristeza é que todo novo amor que eu arrumo vem sempre com algum velho amor tão longo e bonito. E eu sofro porque com pouco tempo não consigo ser melhor que o muito tempo. E de sofrer assim e enlouquecer assim, nunca dou tempo de ser muito para esses amores porque estrago antes.
domingo, 5 de junho de 2011
Sobre não abrir mão.
Somos opostos, exatamente como água e óleo. Mas nos misturamos e causamos esse alvoroço no mundo. Não aceito suas manias insuportáveis e muito menos esses ciúmes excessivos. Mas de alguma forma eu entendo que nada nesse mundo é capaz de separar algo que foi construído em cima de tanta coisa. Sua amizade me mostrou que não adianta, existem coisas que são eternas e não importam decisões tomadas e muito menos situações contrárias. Existe alguém que vai te fazer fechar os olhos e pensar: “como eu queria dividir isso com ela”. Sim! É pra você que eu quero contar quando perco algo importante pra mim, e sorrir ao seu lado quando ganhar algo que tanto almejei. Você faz parte de mim, é como se fosse minha metade perdida. Algo que vem de anos, de décadas e milênios. Não somos nós, nunca foi. É a vida diferente que escolhemos. Não menosprezando suas amizades, e nem exaltando o que eu tenho feito. Mas a gente sabe que os nossos caminhos não vão se cruzar se não traçarmos uma linha de encontro entre nosso orgulhoso coração, que aliás conhecemos muito bem né? Eu abro mão de mim mesma por você. Abro mão de qualquer coisa que possa te magoar. Posso ficar sem dizer isso por muito tempo, mas nunca vou esquecer da sua importância e da força que você exerce na minha vida.
Foi quando te encontrei
Entenda que aprendi de uma forma especial a te amar, a amar o seu sorriso ou sua cara aborrecida quando algo sai do seu controle. Amar sua vontade de me deixar feliz, e o modo como consegue fazer isso com um simples “oi”. Entenda que foi você que me trouxe de volta o sentido, e por mais que eu não seja madura o suficiente pra lidar com o amor, você tem me ensinado que eu não preciso de mais do que já tenho para ser feliz ao seu lado. Você me trouxe a vontade de casar, e não querer mais nada além de eu e você jogadas na cama em um domingo chuvoso. Me trouxe o prazer de segurar uma mão que eu não desejo soltar nunca mais. Me trouxe a saudade, de não saber o que fazer com os dias longos. Me faz querer um fim de semana eterno só pra poder fazer planos de gastar minhas horas com você. Não sei por onde você andou todo esse tempo, só sei que agora cuidarei pra não te deixar fugir pra um lugar onde eu não possa te encontrar. Agora eu sou sua, e você vai ter de arcar com as conseqüências de ter um coração em suas mãos.
Não me venha com metades ou superfícies. Me venha com alma, corpo e coração. Me mostre o mais profundo que você pode ser, o melhor e o seu pior também. Não tenha medo e nem se assuste com minha intensidade, com a vontade que nunca acaba, e muitos menos com a sede impossível de matar. Me mostre que é capaz de lidar com esse mar que não conhece a profundidade. Venha sem planos e sem promessas. Venha agora, venha sem medo do que pode ter se tornado amanhã. Entenda que não sou dessas que vem com manual de instruções. Sou quem vai lhe dar todos os dias um desafio, quem não sabe como faz pra ser normal, ser morna ou ser mais ou menos. Sou muito e sou nada. Sou a intensidade e a calmaria. O fogo e também o gelo. Sou quem vai te amar hoje e te amar pra sempre, ou quem nunca vai te amar.
Não preciso te ouvir, não quero nem me ouvir. Esqueci como faz isso, como faz pra ser feliz sem depender de ninguém. Eu não quero depender de você pro meu dia começar melhor, eu sempre fui sozinha. Me acostumei a acordar e não esperar por ninguém pra trazer o sol , quando tudo estava nublado. Não que eu não goste, mas simplesmente isso nunca aconteceu pra mim. Sempre morri de amores sozinha, e aceitei minha solidão. Agora não vem me tirar desse mundo, como se oferecesse o caminho do paraíso, pra depois sumir sem me deixar explicações. Se não for pra ficar, nem precisa chegar, Não me ensine como é o amor, que eu já aprendi. Ele vem como se fosse inofensivo, cheio de coisas felizes, mas quando vai é como um furacão. Nunca espera a gente se preparar pra levar tudo aquilo que demoramos pra construir, não tem piedade nem ressentimento de arrastar o que nos apegou. Então se for pra trazer felicidade, é melhor que não vá embora e me deixe na ilha sem saída outra vez.
A gente procura, procuramos incansavelmente qualquer coisa que possa nos trazer lembranças boas. Procuramos qualquer vestígio de felicidade, qualquer migalha que possa nos trazer de volta um sorriso esquecido na estante. Aquele sorriso empoeirado que esquecemos de usar. Por mais que seja difícil viver o presente, o passado também foi difícil, trazemos dificuldades e medos na mochila, e nunca abriremos mão de abrir a mochila pra reviver o que um dia nos magoou. É praticamente voltar naquela ferida que já cicatrizou e arrancar a pele que tinha estancado o sangue e a dor. Nos torturamos quando revivemos lembraças, foram boas um dia e isso não significa que possa voltar a ser o que era. Quando acaba simplesmente acaba e isso significa que precisamos do recomeço. É como deixar tudo pra traz e começar novamente entende?
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