segunda-feira, 31 de maio de 2010


'Esta coisa terrível de não ter ninguém para ouvir o meu grito.
Esta coisa terrível de estar nesta ilha desde não sei quando.
No começo eu esperava, que viesse alguém, um dia.
Um avião, um navio, uma nave espacial.
Não veio nada, não veio ninguém.
Só este céu limpo, às vezes escuro, às vezes claro,
mas sempre limpo, uma limpeza que continua
além de qualquer coisa que esteja nele.
Talvez tudo já tenha terminado
e não exista ninguém mais para lá do mar mais longe que eu vejo.'


(Caio F. Abreu - Inventário do irremediável)

quinta-feira, 27 de maio de 2010

"...me ferem muito esses teus silêncios."


" um dia de puta, um dia de Joplin, um dia de Teresa de Calcutá, um dia de merda. Ao fim de mais outra semana de batalhas inúteis, fantasias escapistas, maus orgarmos e crediários atrasados. '' 




Olhe só
Como a noite cresce em glória
E a distância traz
Nosso amanhecer
Deixa estar que o que for pra ser vigora
Eu sou tão feliz
Vamos dividir

Os sonhos
Que podem transformar o rumo da história
Vem logo
Que o tempo voa como eu
Quando penso em você ♥


' .. porque eu não aguento mais ficar esperando toda hora você telefonar ou aparecer .. '

quarta-feira, 26 de maio de 2010

end.

Sabe, eu me sinto como se tivesse acabado. Parece que nada mais vai ser bonito outra vez.

Ora, garota, nós não temos nada, você eu eu, além de nós mesmos. Nenhuma esperança, nenhum futuro. Nós só temos hoje e medo.



Caio F.
- in Teatro Completo