quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

"...alguma coisa sempre faz falta. Guarde sem dor, embora doa, e em segredo."

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Ela queria outra coisa.
- Que coisa?
- Nem ela sabia. Repetia isso o dia inteiro:
Quero outra coisa, eu quero encontrar outra coisa.


[Caio F, Onde Andará Dulce Veiga? Pág 75]

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Gosto de adormecer e despertar com tuas carícias. Gosto dessa sacanagem cheia de ternura e afeto, dessa vadiagem, desse nosso amor indiscreto. Gosto de sentir teu hálito, de beber teu cheiro, de morder tua orelha. Gosto de saber que você gosta de gostar de mim assim: meio insana, um pouco insone, um tanto irritadiça, leal, fiel, facilmente excitável... Gosto de ser tua delícia.



Marla de Queiroz

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

O coração dos outros não lhe é devido, não lhe pertence, não lhe cabe por contrato

"... É perceber que talvez amar seja outra coisa. É sentir-se leve e livre. É saber que o coração dos outros não lhe é devido, não lhe pertence, não lhe cabe por contrato. A cada dia você deve merecê-lo. E dizê-lo. Dizer a ele. E compreender pelas respostas que talvez seja necessário mudar. É necessário ir embora para reencontrar o caminho. Fábio me olha bravo, de pé, diante do portão. E diz que não, que estou errada, que somos felizes juntos. Agarra meu braço e o aperta com força. Porque, quando alguém que você deseja se vai, você tenta mantê-lo com as mãos e espera assim prender também o seu coração. E não é assim. O coração tem pernas que você não vê. E Fábio vai embora dizendo você vai me pagar, mas o amor não é uma dívida a ser liquidada, não dá creditos, não aceita descontos."



"Desculpa de te chamo de amor"

Frederico Moccia

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Tempo é ternura.

Viver tem sido adiantar o serviço do dia seguinte. No domingo, já estamos na segunda, na terça já estamos na quarta e sempre um dia a mais do dia que deveríamos viver. Pelo excesso de antecedência, vamos morrer um mês antes.
Tempo é ternura.
Perder tempo é a maior demonstração de afeto. A maior gentileza. Sair daquele aproveitamento máximo de tarefas.
O tempo sempre foi algoz dos relacionamentos. Convencionou-se explicar que a paixão é biológica, dura apenas dois anos e o resto da convivência é comodismo.
Não é verdade, amor não é intensidade que se extravia na duração.
Acima da obsessão de controlar a rotina e os próximos passos, improvisar para permanecer ao lado da esposa. Interromper o que precisamos para despertar novas necessidades.
Intensidade é paciência, é capricho, é não abandonar algo porque não funcionou. É começar a cuidar justamente porque não funcionou.
Casais há mais de três décadas juntos perderam tempo. Criaram mais chances do que os demais. Superaram preconceitos. Perdoaram medos. Dobraram o orgulho ao longo das brigas. Dormiram antes de tomar uma decisão.
Cederam o que tinham de mais precioso: a chance de outras vidas. Dar uma vida a alguém será sempre maior do que qualquer vida imaginada.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Porque eu sou do tipo que se entrega fácil, aos risos, abraços, amassos, amigos. Eu tenho fé em tanta coisa, e uma alma gigante que não cabe direito no corpo. E esse coração que não sabe sossegar. Eu me apaixono por tão pouco. Coisa simples sabe? Caminhadas improvisadas. Vento de fim de tarde. Nasci com pés de gente viajante, e não me importo de ir a pé. Programa bom pra mim é mochila nas costas e estrada desconhecia. Amores ao acaso, adoráveis. Inesquecíveis. Chorar é inevitável, eu sei. Mas aprendi a jogar no vento do tempo tudo quanto é solidão e tristeza. No coração só guardo espaço pras coisas lindas e findas que virão.


Daqui ó
Espero que o tempo voe (…) para que você retorne, pra que eu possa te abraçar, e te beijar, de novo…

[Nando Reis]